| Artigo: "Pecuaristas se unem para vender melhor." |
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Preço
obtido por pool de produtores do Paraná é 30% maior do que
a média nacional. "O pecuarista do pool está recebendo agora R$0,42 pelo litro de leite, antes R$0,32 que é a média nacional de preços pagos ao produtores em geral", diz Ronald Rabbers, diretor da Cooperativa Agropecuária Castrolanda, membro do Pool Leite ABC e coordenador da 2ª Agroleite; exposição realizada no Distrito de Castrolanda (PR) e que reuniu, na semana passada, representantes de toda a cadeia produtiva da pecuária de leite. Para o diretor-presidente da Cooperativa Agropecuária de Castrolanda, Frans Borg, o pool funciona como "uma espécie de escudo para que o pecuarista não fique sozinho no mercado globalizado na hora de negociar." Na prática, o preço mais elevado do que a média do mercado reflete uma radical mudança no modo de produzir leite dos pecuaristas da região. Eles decidiram organizar melhor toda a cadeia produtiva, tendo como foco a qualidade do leite. Não é por acaso, observa o coordenador do Programa de Análise de Rebanhos Leiteiros do Paraná, o veterinário Newton Pohl Ribas, que os caminhões graneleiros da Danone, uma das gigantes do setor, saem diariamente do Sul de Minas e atravessam o Estado de São Paulo só para comprar o leite do pool das cooperativas paranaenses. A qualidade do produto, segundo ele, foi o fator decisivo para o deslanche do pool. A prova disso é que a matéria-prima captada na bacia leiteira do Paraná é reservada pelas grandes indústrias para a fabricação de produtos lácteos mais nobres, como iogurtes, queijos especiais, manteigas, leites areados, entre outros. "O próximo passo do Pool Leite ABC será a exportação", afirma Ribas. Hoje, seis grandes indústrias de produtos lácteos estabelecidas no País compram o leite do pool de produtores do Paraná. Atualmente, os 400 pecuaristas do pool têm um rebanho de 25 mil vacas leiteiras das raças holandês, jersey e pardo-suíço. Juntas elas produzem 150 milhões de litros de leite por ano ou 6 mil litros por animal, índice que se equipara aos melhores rebanhos leiteiros do mundo. A maioria dos produtores são de pequeno porte. Levantamentos mostram que 80% deles respondem 20% da produção. " No pool, o pequeno produtor só perde na bonificação em volume, mas em qualidade consegue preço médio maior. Quem produz leite ruim não pode ser melhor remunerado ", destaca Rabbers. A cada 15 dias são coletadas amostras da produção de leite do pool e encaminhadas para laboratórios especializados, cujos técnicos avaliam, por exemplo, o teor de gordura, proteína, lactose e o número de células somáticas, um dos indicadores de infecções no úbere da vaca e que determinam o azedume do leite. A remuneração dos produtores é calculada a partir de um preço fixo, acrescido de bônus de acordo com a qualidade do produto. Se o leite apresenta teor de gordura superior a 3,40% por exemplo, o produtor ganha um bônus temática semelhante é usada para outros índices como o teor de proteína, resfriamento e contagem de células somáticas. Perfil - A formação do pool mudou o perfil da Cooperativa Agropecuária Castrolanda, diz o diretor presidente Frans Borg. Anteriormente, a cooperativa fazia o ciclo completo do leite, da produção à comercialização. " Agora mudamos o foco e nos especializamos na produção", afirma. A cooperativa, explica ele, ainda mantém a sua indústria, agora totalmente profissionalizada, que pode até vir a comprar leite do pool, porém, com as mesmas condições oferecidas a qualquer outro grande cliente que fabrica produtos lácteos.
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