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Por: Rita Ferreira Soares Das raças leiteiras, a vaca Jersey é a mais dócil, a mais rústica, a de menor tamanho, a que melhor se reproduz, a mais longeva, a mais produtiva, portanto. A mansidão da vaca Jersey permite seu manejo até por crianças. Em muitas fazendas familiares de criação de Jersey, o trato dos animais fica a cargo das mulheres e seus filhos. Sua rusticidade viabiliza que sejam criadas em diversos climas e topografias, consumindo alimentos variados e resistindo bravamente à doenças. Embora pequena - o peso de uma Jersey adulta varia de 350 a 450 kg - é capaz de produzir de 12 a 15 kg de leite por dia, em condições de trato razoáveis. Vacas Jersey de linhagens superiores e convenientemente alimentadas podem chegar a produzir mais de 25 kg de leite diariamente. O leite Jersey diferencia-se dos demais por apresentar melhor sabor e maiores percentuais de proteína e de sólidos, o que o torna especialmente nutritivo e preferido por fábricas de derivados de leite, por propiciar melhores resultados na produção de manteiga, iogurtes, sorvetes, etc. As fêmeas Jersey caracterizam-se por possuir um aparelho reprodutor muito precoce, isto é, tornam-se aptas a dar crias ainda muito jovens. Novilhas pesando em torno de 230 a 250 kg podem ser cobertas ou inseminadas artificialmente. Estes pesos, com um bom manejo, são alcançáveis de 14 a 16 meses de idade. Assim, aos dois anos nasce o primeiro bezerro e, a partir de então, graças ao seu excelente desempenho reprodutivo, a vaca Jersey fornece ao seu proprietário uma cria a cada ano. No estado de New Jersey, nos Estados Unidos, uma vaca da raça Jersey produziu, aos dois anos, 7.936 kg de leite na sua primeira lactação e nas seis lactações seguintes produziu mais de 9.072 kg em cada uma delas. Costuma-se dizer que a vaca Jersey é longeva. Isto significa que ela vive por muito tempo, produzindo muitas crias e leite. Sua longevidade fica ainda mais acentuada particularmente quando se compara a raça Jersey com outras raças leiteiras existentes no Brasil. Há diversos registros de fêmeas Jersey em lactação e prenhas com mais de 20 anos de idade. Em Ohio, Estados Unidos, a vaca Basil Lucy Minnie Pansy produziu, durante toda sua vida de mais de 21 anos, 127 toneladas de leite e 6 toneladas de gordura. Esta extraordinária raça originou-se numa ilha inglesa, localizada no Canal da Mancha, de nome Jersey. De lá espalhou-se pelo mundo, para constituir rebanhos expressivos em quantidade e qualidade nos mais diversos países: Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Dinamarca, Brasil etc. Hoje o rebanho brasileiro reúne a melhor carga genética de todo mundo. Em nosso país, a raça Jersey foi introduzida por um diplomata brasileiro - Joaquim de Assis Brasil - que serviu em Lisboa no início desse século e que, em visitas à Inglaterra, tendo se apaixonado pelo gado Jersey, decidiu importar algumas matrizes, instalando-as em sua fazenda no Rio Grande do Sul. De lá, quase fronteira com o Uruguai, de um lugarejo chamado Pedras Altas, as vacas Jersey foram avançando para outros estados brasileiros. A vaca Jersey é a
ideal para nos ajudar a tornar o Rio de Janeiro auto-suficiente na produção
de leite, por conta da sua adaptação perfeita ao nosso clima e topografia.
Vacas Jersey sobem morros, comem menos, suportam melhor o calor e produzem
um leite excelente e barato. Pense nisso. Crie
Jersey. |
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